terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Marketing Directo

Actualmente, a sociedade de consumo é caracterizada por um poder cada vez maior do consumidor, o que exige uma comunicação diferenciada, personalizada e de qualidade. Desta forma, os meios de comunicação que permitam um contacto individualizado oferecem maiores garantias de sucesso. O Marketing Directo é uma ferramenta que corresponde a estas novas necessidades do mercado pois dispõe de técnicas de comunicação directa com os potenciais e actuais clientes, a um custo reduzido e com uma maior eficácia comparativamente com os meios de comunicação tradicionais. Segundo o autor Philip Kotler, o Marketing Directo consiste num meio de comunicação que permite ao anunciante/empresa, a obtenção de uma resposta mensurável por parte dos potenciais e/ou actuais clientes

O Marketing Directo permite às organizações informar os potenciais clientes, criar consciencialização de marca e/ou estimular o comportamento de compra imediata. Para além disso, reúne algumas vantagens sobre a publicidade de massa, como mensurabilidade, responsabilização, eficácia e maior retorno sobre o investimento.

Através de contactos directos que ocorrem, individualmente, entre a organização e um cliente (ou conjunto de clientes com perfil semelhante), o Marketing Directo tem como objectivo a conquista de uma relação personalizada com os clientes, de forma a reunir informações suficientes sobre estes para que seja possível uma oferta e uma comunicação mais adequada e certeira. Esta ferramenta contribui em grande escala para a fidelização dos clientes através de variadíssimas acções que visam a satisfação das necessidades do consumidor. Estas acções são muitas vezes a base para a criação de uma relação duradoura baseada na confiança e lealdade com a “marca”.

Construção de uma Marca

Na sua origem, a marca servia apenas como um nome e como um meio de distinção entre uma empresa e os seus concorrentes.


Actualmente, a marca ganhou um novo significado, surgindo como um aglomerado de ideias e sentimentos, que visam gerar estímulos no consumidor.

Assim sendo, é de grande importância para as empresas definirem as suas marcas e o que pretendem transmitir através delas, ou seja, o modo como querem chegar até ao consumidor.
Segundo David Ogilvy “uma marca é um símbolo complexo. É a soma intangível dos atributos, de um nome, embalagem e preço de um produto, a sua história, reputação e a sua forma de se dar a conhecer. Uma marca é também definida pela impressão que os consumidores têm de quem a usa, assim como da sua própria experiencia.”

Na construção de uma marca, a identidade visual é essencial, pois é uma representação gráfica da identidade corporativa, dos conceitos e dos valores da empresa. Deverá ter-se sempre em conta os factores que a definem, tais como: a sua missão, valores e objectivos, os seus produtos, a cultura da empresa, o seu posicionamento no mercado, o seu público-alvo e qual a imagem que pretende passar para o exterior, entre outros factores.

A arquitectura da marca tem como base a proposta de valor que a empresa pretende transmitir para o mercado e que é composto pelas ofertas de produtos e/ou serviços que o mercado disponibiliza. É personificado através de uma imagem, identidade e essência que são transmitidas e sentidas fisicamente pelos consumidores.

A arquitectura da marca deve ter um carácter dinâmico que se deverá adaptar e evoluir conforme os ciclos de mudança da indústria onde esta se insere. Isto não significa, contudo, que a empresa deva mudar de identidade, mas sim, tratar da sua imagem, modernizá-la, investindo em novas ferramentas e competências que permitam uma rápida adaptação às novas condições do mercado.

A marca é formada por um conjunto de regras e princípios que devem ser seguidas com rigor e disciplina. Estas regras devem estar de acordo com o planeamento estratégico da empresa assim como com os seus objectivos e modelo de negócio.

Para que seja possível desenvolver um plano de marketing e comunicação consistente é imprescindível que todos os elementos da marca tenham bem articulados entre si a imagem, a identidade, a proposta de valor e as estratégias de acção.
É também fundamental ter em conta a consistência dos elementos gráficos que representam a marca visualmente para que haja um ligação sólida e coerente com a promessa que se pretende transmitir. Estes elementos podem ser de vários tipos e podem ir desde o logótipo, à assinatura, ao tipo de letra, às cores utilizadas.
Estes elementos gráficos devem estar correctamente descritos e detalhados num “Manual de Normas”, que define todas as directrizes para uma correcta utilização da marca, orientando e controlando assim todo o trabalho das agências de Publicidade. Qualquer material de comunicação da empresa deverá estar em conformidade com as regras ditadas pelo “Manual de Normas” gráficas da empresa ou instituição.
Esta coerência e consistência garante a preservação e defesa da identidade que se pretende atribuir à marca.

No entanto, a marca vai muito para além da imagem física convertida em logótipo, esta ter deve tentar entrar no cérebro do público-alvo e despertar as sensações que a representam.

O processo de construção da marca deve ser contínuo e consistente diante das várias pressões a que está sujeito, no meio concorrencial em que se insere. Deve seguir atentamente o amadurecimento do mercado e a evolução da própria empresa.
O objectivo é não comprometer a “identidade da empresa” mesmo em situações de desenvolvimento de novos produtos e serviços, penetração em novos mercados ou alterações ligeiras de posicionamento.

domingo, 25 de abril de 2010

Vantagens e Desvantagens do Branding Experience

As acções de Branding Experience têm como finalidade promover o contacto do consumidor com a Marca/produto e esta experiência deve ser positiva para ambas as partes.

A grande vantagem deste tipo de acções reside no facto de dar a conhecer o produto/marca ao consumidor e este poder constatar por si próprio as vantagens inerenetes ao mesmo. Aumenta a probabilidade deste cliente se tornar fã desta marca e recomendá-la a terceiros.

As desvantagens destas acções estão implícitas no seu objectivo, ou seja, a experimentação. Se esta experiência não correr da melhor forma ou o cliente não gostar do produto, dificilmente conseguiremos conquistar a confiança deste consumidor, e pior que isso, ele poderá influenciar negativamente outros potenciais consumidores relativamente a esta marca.

La Redoute aposta numa iniciativa de Branding Experience

"A La Redoute vai promover uma iniciativa inédita, o La Redoute@Experience. A marca e a sua colecção vão estar no Parque das Nações a partir de hoje e até domingo, dia 15 de Março. Segundo a empresa, mais do que apresentar a nova colecção Primavera/ Verão 2009, esta brand experience vai permitir a todos os visitantes tocar e experimentar os artigos da marca, ter uma consulta de moda com uma Fashion Advisor e ser acompanhado por um Personal Web Trainer no shopping on-line. Entrevistámos por email, Paulo Pinto, director-geral da La Redoute, que nos contou todos os detalhes sobre o que se vai passar este fim-de-semana." in http://www.oje.pt/gente-e-negocios/intermail/este-fim-de-semana-pode-experimentar-a-coleccao-como-numa-loja-convencional

Anúncio de Branding Experience da Nike

Anúncio da Nike que pretende pormover a experimentação dos novos ténis desta marca.

O que se diz sobre Branding Experience

Segundo Caio Cesar, professor, pesquisador e consultor em marketing, comunicação, usabilidade e tecnologia "o conceito de experiência de marca (ou, do inglês brand experience) é bastante simples: sempre que o consumidor tem contato ou recebe uma mensagem referente a alguma marca há criação, adição ou destruição de valor.E aqui devemos ser bastante cuidadosos com o conceito de valor. Neste contexto, o valor refere–se muito mais às percepções e associações feitas pelos consumidores às marcas do que aquela relação entre o que eu pago e o que eu recebo quando eu consumo a marca. O conceito de valor envolvido aqui está muito mais relacionado, neste contexto, portanto, ao conceito de imagem. Assim sendo, há uma série de ações de comunicação que não têm a direta função de vender algo, mas sim criar a experiência de marca."

Fonte de Informação:
http://webinsider.uol.com.br/2006/05/18/brand-experience-com-alta-propagacao-tente-sexo

Branding Experience

O Branding Experience ou Marketing de Experiências é baseado nas experiências que o consumidor pode ter quando contacta com determinada marca ou produto.

Existem pelo menos quatro conceitos que devemos explorar quando tratamos de Brandind Experience. E são eles:
- marca;
- experiência;
- branding;
- branq equity.

A fusão destes 4 conceitos irá dar origem á técnica de Branding Experience.

No que diz respeito à Marca esta é mais do que um simples nome ou logótipo, é a promessa do produto e o reflexo do que o consumidor sente em relação a esta imagem cheia de significados e significantes.

Quanto ás Experiências estas são momentos vividos por cada um de nós, quer através da observação ou da participação directa em determinados acontecimentos. Cada pessoa sente uma experiência de uma forma muito singular pois esta será sempre analisada e experienciada à luz de situações vividas anteriormente.

O Branding é uma actividade constante quando se trabalha uma marca e consiste na construção e gestão de uma marca forte no mercado e no relacionamento desta com o consumidor.

Relativamente ao conceito de Brand Equity o autor David Aaker no seu livro Managing Brand Equity traduz com precisão este termo: "Conjunto de ativos e passivos ligados a uma marca, seu nome e seu símbolo, que se somam ou se subtraem do valor proporcionado para um produto ou serviço para uma empresa e/ou para os consumidores dela."

Se juntarmos estes 4 conceitos conseguimos perceber o que é afinal o Brand Experience.  Esta técnica pode ser definida como uma forma de branding que pretende optimizar o posicionamento de uma marca e transformá-la em experiência inesquecível para seus públicos/consumidores, conseguindo assim cumprir um dos objectivos de qualquer marca -a potencialização do seu brand equity.

Fontes de Informação:
http://www.meetschmitt.com/
KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing. 12 ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006
Aaker, David. Managing Brand Equity: Capitalizing on the Value of a Brand Name, Free Press

O que se diz sobre PR STUNT

Segundo o autor Jay Levinson "os veículos de comunicação procuram incessantemente notícias e, dessa forma, há uma boa chance se se conseguir a publicidade gratuita. Além da economia de verba, a vantagem adquirida é a credibillidade transmitida pelo veículo a partir de uma notícia. Tornando a empresa uma fonte de notícias, através de acções ousadas e criativas que chamem a atenção, as chances de se ganha media espontânea aumentam consideravelmente." in Levinson, Jay Conrad. Marketing de Guerrilha: Tácticas e armas para obter grandes lucros com pequenas e médias empresas. São Paulo, 1989

Segundo a prestigiada agencia brasileira de marketing de guerrilha Espalhe "o objectivo desta ferramenta é a criação de factos inusitados e supreendentes que dialoguem de forma directa com o público-alvo da mensagem. Este factos são potencializados através de um trabalho de assessoria de imprensa. in Espalhe Arte Urbana disponível em http://www.espalhe.com.br/arteurbana.htm

PR STUNT terminou mal!

O refrigerante Dr Pepper organizou um concurso em Boston com um prémio de 10 mil dólares.
Esta acção gerou muito Buzz mas não terminou da melhor forma...
Uma das etapas do concurso passou por escavar no cemitério da cidade para seguir uma pista que dizia que uma moeda com valor de um milhão de dólares estava enterrada neste terreno. A Câmara Municipal interditou o concurso. Após este triste episódio o concurso que abrangia 23 cidades foi cancelado.


Fonte de Informação:
http://marketingdeguerrilha.wordpress.com/category/pr-stunt/

Vantagens e Desvantagens do PR Stunt

A técnica de PR STUNT tem a grande vantagem de, caso seja bem feita, conseguir uma cobertura mediática por parte da comunicação social, que dificilmente seria atingida com anúncios ou outro tipo de publicidade paga. Desta forma a grande vantagem está implícita no investimento que pode ser reduzido, comparativamente com outras acções de marketing. Outro dos pontos fortes desta técnica reside no facto de que, muitas vezes, as notícias sobre determinado facto têm muito mais impacto e merecem maior credibilidade por parte do consumidor que a publicidade paga.

Mas como qualquer técnica de marketing existem sempre alguns riscos associados. No caso do PR STUNT existem, por vezes, o perigo de determinado facto ser divulgado com omissao da marca, ou seja, dá-se mais importância à acção/evento em si do que ao produto/marca que está por detrás desse episódio, ou seja, a percepção da marca não é passada de forma clara e o destaque é endossado á acção ou ao facto que é divulgado.

Exemplo de um vídeo de PR STUNT:

Acção PR STUNT

Lançamento do Spa Beaujolais Nouveau. Marketeers na estância termal Hakone Yunessun, em Tóquio, organizaram um tratamento exclusivo para comemorar a chegada de 2008 em Beaujolais Nouveau. Nadar numa piscina cheia de vinho. Para os abstemios, houve também uma piscina de chá verde. Esta foi uma acção que obteve a atenção dos Media pois não é todos os dias que se nada em vinho...

PR STUNT

De uma forma simplista mas objectiva o PR Stunt consiste em criar acções, eventos ou factos que possam ser consideradas notícias para os media. Ou seja, é uma forma de comunicar algo sem o custo associado de uma publicidade de imprensa ou de uma publi-reportagem.

A grande vantagem deste técnica baseia-se, sobretudo, nos custos de investimento reduzidos comparartivamente com a repercursão que poderá ter nos meios de comunicação. Ou seja, é publicidade gratuita, apesar de ser estratégicamente planeada e estruturada para esse fim. Um estratega de PR Stunt deverá conhecer quais os factos que darão uma boa notícia e que captarão o interesse dos Media. Muitas vezes nem é o facto em si que causa impacto mas sim a forma como a mensagem é veiculada. Portanto, o segredo para se conseguir uma boa cobertura de media espontânea é a originalidade e criatividade das acções que se desenvolvem.

Existem no mercado agências de Relações Públicas especializadas nesta ferramenta. Analisam a marca e o mercado e, com o conhecimento que têm nos Media, definem qual a melhor mensagem e véiculo para se conseguir o interesse da comunicação social sobre determinado facto e, consequentemente, posterior divulgação.

Fonte de Informação:
http://www.blogdeguerrilha.com.br/wiki/index.php5?title=PR_Stunt
http://comunicacaomilitante.blogspot.com/2007/04/pr-stunt-com-gisele.html
www.prstunts.co.uk/home.htm

O que se diz sobre o Punk Marketing

Segundo os autores do livro“Punk marketing”,Richard Laermer e Mark Simmons, esta tendência é "um grito de revolta que anuncia uma maneira diferente de se fazer as coisas."

Os autores defendem 15 regras sobre a essência do Punk Marketing:

1º “se não arriscar morre”.
2º “desafie as regras da indústria.”
3º “não tente agradar a todos”.
4º “não ceda aos clientes”;
5º “não seja controlador”,
6º “nunca perca a honestidade”,
7º “crie inimigos”,
8º “deixe que os consumidores descubram a qualidade da sua marca”,
9º“pense à frente dos rivais”,
10º “não se deixe iludir pela tecnologia”,
11º “mantenha-se fiel às suas vantagens competitivas”,
12º “comunique com simplicidade”,
13º “aposte na qualidade, em detrimento da quantidade”,
14º “use novas ferramentas de marketing” (por exemplo, os blogues ou os social networking sites)
15º  “interrogue-se constantemente”.


Fontes de Informação:
http://imagensdemarca.sapo.pt/opinioes/detalhes.php?id=699
http://www.badrelease.com/
http://www.punkmarketing.com/

Vantagens e Desvantagens do Punk Marketing

A vantagem da utilização do Punk Marketing para uma marca reside sobretudo na possibilidade de utilização de técnicas criativas e ousadas que despertem a atenção do consumidor para a mensagem que a marca pretende transmitir.

Desta forma o consumidor pode sentir-se impelido a experimentar o produto ou até a comentar no seu círculo de amigos a acção  de marketing que viu, gerando algum buzz à volta desta produto/marca.

Ou seja, mais uma vez é usar a criatividade para captar a atenção do público-alvo e incentivar ao consumo ou à curiosidade acerca do produto/marca em causa.

No que diz respeito às desvantagens desta técnica inovadora esta estará ligada ao risco que qualquer campanha de marketing ousada terá sempre associado. Ou seja, por vezes quando rompemos com a tradição e baseamos as nossas acções de marketing/publicidade numa estratégia que objective o choque e a surpresa existe sempre a possibilidade de obtermos reacçoes diferentes das que planeávamos, como por exemplo, o consumidor não entender a mensagem ou não gostar da estratégia utilizada...existem sempre riscos quando falamos em inovação e criatividade mas, na minha opinião, e recorrendo a um conhecido ditado popular "Quem não arrisca não petisca".

Punk Marketing aplicado em anúncio de TV

Um exemplo de Punk Marketing aplicado a anúncio de Tv da Crown Royal:

Punk Marketing

O Punk Marketing começou a desenvolver-se em paralelo com algumas mudanças que têm vindo a acontecer no mercado de consumo. A grande mudnça que está por detrás do Punk Marketing é o crescente poder do consumidor face ás empresas e instituições. Ou seja, existe uma supremacia flagrante do consumidor sobre a marca e esta tem que actuar de forma dinâmica e, muitas vezes, controversa para conseguir "dominar" o seu público e fazer chegar a sua mensagem.

Os autores do livro "Punk Marketing", Richard Laermer e Mark Simmons exploram este novo conceito de uma forma clara. Na sua opinião, esta tomada de pode por parte dos consumidores iniciou-se com o comando da televisão que possibilitou ao telespectador a mudança rápida de canal caso não estivesse agradado com os conteúdos que visionava e, seguidamente, propagou-se à Internet onde a informação é livre e em quantidade massissa sobre qualquer que seja a temática. Por fim, com a tecnologia que permite a gravaçao dos programas de TV iniciou-se uma nova era, a da publicidade seleccionada ou exlcuída, pois o telespectador selecciona os conteúdos que quer ver, e muitas das vezes, deixa a publicidade "de fora".

Desta forma, o movimento Punk que defende atitudes irreverentes e um corte com a tradição e com as convenções sociais é transposto para o Marketing - Punk Marketing. Esta nova tendência baseia-se num conceito semelhante ao do Punk da década de 70, ou seja, é uma espécie de revolução contra os mecanismos tradicionais da indústria de consumo, um virar de página na historia da publicidade. É necessário ir ao encontro dos consumidores e estes já não se encontram pacificamente acomodados aguardando a comunicação das marcas, encontram-se dispersos e relutantes em receber todo o tipo de informação, são mais selectivos e mais exigentes.


Fontes de Informação:


segunda-feira, 19 de abril de 2010

Marketing de Emboscada aplicada à Internet

Esta estratégia de Marketing pode ser aplicada também na Internet em sites de "social media", através do Twitter ou páginas de várias empresas fãs no Facebook.
Pode-se usar o TweetDeck e solicitar um aviso sobre tweets relevantes, em seguida, enviar uma mensagem directa com informações sobre determinada marca ou empresa. Para além disso, pode-se recorrer aos foruns para responder a perguntas pertinentes sobre a marca e enviar um link para o site ou blog que se pretende divulgar.
Existe um sem número de ideias que poderão surgir após uma análise coerente dos objectivos e propósitos da marca que se quer comunicar.

Fonte de Informação:
http://www.optimum7.com/internet-marketing/sem/what-is-ambush-marketing.html

Marketing de Emboscada em Eventos

Os grande eventos, especialmente na área do desporto têm patrocinadores. Esses patrocinadores investem o seu dinheiro para divulgarem a sua marca e para que seja possível a realização do evento. Em troca querem publicidade e cobertura dos media. Ambush marketing é o nome dado às campanhas de marketing que também são feitas em torno de um evento deste género mas que não patrocinam o evento em si.

O que acontece é que existem muitos eventos que têm um patrocinador exclusivo e isso cria um problema para as outras marcas ou empresas que também querem marcar a sua presença. Essas outras marca encontram assim com o Marketing de Emboscada formas de se promover no âmbito do mesmo evento não pagando os valores altos inerentes a um taxa de patrocínio. Mesmo que quisessem, não poderiam, pois geralmente é dada a uma marca a exclusividade do patrocínio.

Esta é assim uma forma de contornar os parâmetros legais e marcar presença num evento, a um custo reduzido mas com um forte impacto ao nível da notoriedade.

ICAP: Workshop Ambush Marketing: Conclusões

" O ICAP – Instituto Civil da Autodisciplina da Comunicação Comercial realizou no passado dia 17 de Março, um workshop dedicado ao Ambush Marketing - (Des)Regulação na Comunicação Comercial. Este seminário, que serviu, nomeadamente, para clarificar o conceito de Ambush Marketing e para evitar a prática de ilícitos e de situações abusivas e censuráveis para, também, as marcas que patrocinam oficialmente os eventos, teve como exemplo, principalmente, os acontecimentos desportivos. Tudo isto justificado com a aproximação do Campeonato Mundial de Futebol 2010.Repartido em três painéis: o impacto desportivo nas marcas; como a FIFA protege o mundial de futebol; e a protecção dos direitos comerciais nos eventos desportivos, o evento teve elevada participação e proporcionou aos presentes um espaço de debate extremamente profícuo e esclarecedor, designadamente com a realidade que diariamente todos nos defrontamos.Sabendo que são os patrocínios oficiais dos eventos mediáticos que permitem a viabilidade financeira para a realização dos mesmos, a ausência de legislação adequada, foi apontada como a maior causa responsável do combate a acções ao Ambush Marketing. Neste patamar, a resposta mais viável surge com o acesso à auto-regulação. Implementada pelo ICAP, esta consegue, através dos seus mecanismos e ferramentas, proporcionar uma resposta útil, célere e acessível. Não é, pois, por acaso, que o novo Código de Conduta do ICAP, que entrará em vigor já no final de Março, prevê um artigo que abrange esta matéria.
CONCLUSÕES DOS PANÉIS:

> O IMPACTO DO MARKETING DESPORTIVO NAS MARCAS - Pedro Dionísio, Director do Mestrado Exec. Marketing e Gestão do Desporto do INDEG-ISCTE , começou por apresentar, através de exemplos reais, o impacto que o Desporto tem na sociedade no sentido de gerar grandes emoções e de mobilizar milhões de pessoas à volta de uma equipa ou atleta, não sendo de todo alheio o resultado do enorme impacto mediático que o Desporto tem nos media nacionais e em medias exclusivamente dedicados ao tema, atingindo aquele o topo de audiências a nível mundial.As bandeiras nas janelas e a emoção transmitida da equipa de Rugby a cantar o hino de Portugal foram exemplos dados que fundamentam o sentimento e a participação das pessoas, estes não indiferentes às empresas enquanto entidades que pretendem notoriedade e reacções positivas aliadas às suas marcas. É neste ponto que importa ressalvar as estratégias de comunicação das empresas no âmbito do Ambush Marketing e o respectivo limite da legalidade. Sendo através do Patrocínio que habitualmente é feita a associação de uma marca ao Desporto e estando em jogo o investimento de centenas de milhões de euros, é natural que as marcas esperem obter o desejável retorno. Também por esta razão o Ambush Marketing ganha uma extrema importância, pois ameaça as legítimas aspirações das marcas patrocinadoras e, em consequência, dos organizadores dos eventos e das cidades e países que os recebem.Pedro Dionísio realçou ainda a importância crescente do blended marketing que, através de combinações de actividades físicas aliadas ao mundo digital, atinge uma importância extrema. Uma vez mais aqui, a auto-regulação deve preconizar um papel acrescido.
> CASE-STUDY: COMO A FIFA PROTEGE O MUNDIAL DE FUTEBOL - Miguel Portela, Consultor Jurídico da FIFA, fez a sua apresentação referindo-se a casos reais e exemplificativos de apropriação de direitos de propriedade intelectual da FIFA e das respectivas acções de protecção que esta entidade tem desenvolvido integradas no Programa de Protecções de Direitos (PPD), adoptado desde o Mundial de 1998 e que envolve acções de monitorização, de fiscalização e de sancionamento.
Sendo que as apropriações indevidas aumentam exponencialmente com o aproximar de eventos de maior notoriedade, como é o caso do Campeonato Mundial de Futebol de 2010, o Ambush Marketing tornou-se uma das principais prioridades deste programa. As actividades dos patrocinadores das selecções nacionais é também um dos principais focos de “tensão”, pois ao fazerem valer os seus direitos de patrocinadores podem, extravasando o patrocínio à Selecção, suscitar uma associação indevida ao Evento. Neste sentido, a FIFA tem regulamentos próprios sobre a competência de cada Associação Nacional e os respectivos patrocinadores. Para prevenir eventuais ilícitos, a FIFA desenvolve várias medidas, entre as quais a publicação de guidelines e outras informações, a execução de medidas antecipadas e a organização de workshops com autoridades e a participação em iniciativas de divulgação das políticas da FIFA.Devido à falta de legislação específica e como medida de prevenção, Miguel Portela referiu ainda que, para além do Programa de Protecção de Direitos, a FIFA exigirá nos próximos campeonatos mundiais de futebol, a realizar em 2018 e 2022, uma legislação específica de protecção contra o Ambush Marketing ao país candidato. Mesmo com o Brasil, em 2014, este é um assunto que está já a ser trabalhado e discutido com as entidades locais competentes.Mais referiu que actualmente a monitorização de actividades consideradas de Ambush Marketing é feita mundialmente, em permanência e em conjunto com autoridades locais mediante equipas on-site e até por equipas de voluntários. Quando é detectada alguma infracção, a primeira abordagem é sempre amigável, sendo que poderá obter os contornos de comunicação formal da FIFA ou, em último caso, uma notificação de advogados locais. Até à data, a FIFA está satisfeita com o resultado que tem vindo a obter.

> A PROTECÇÃO DOS DIREITOS COMERCIAIS NOS EVENTOS DESPORTIVOS - Paulo Lourenço, Consultor Jurídico da Federação Portuguesa de Futebol, destacou que a maior falha para evitar acções de Ambush Marketing é o actual quadro legislativo Português, pela ausência de regulamentação na área e a reduzida existência de regulamentos municipais, situação com que se defrontou na realização do Euro 2004. Lamentavelmente, só houve, na altura, espaço para a aplicação de normas legais com carácter temporário. É por isso que também, de futuro, deveria haver uma cooperação mais intensa entre o sector público e privado, no sentido de congregarem esforços, e de ser criada uma legislação nacional e local mais apropriada. Contudo, o papel predominante que a auto-regulação pode prestar nesta área é determinante." in http://www.icap.pt/icapv2/icap_site/noticia_detalhe.php?AG4JPQ51=ADIJZAtela9Xr1tela9Xr1&AHAJNg5j=ADYtela9Xr1&AGoJNwtela9Xr1tela9Xr1=ADQJZgtela9Xr1tela9Xr1